domingo, 19 de fevereiro de 2012


Lobisomem

O lobisomem é um dos mais populares monstros fictícios do mundo. Suas origens se encontram na mitologia grega, porém sua história se desenvolveu na Europa. A lenda do lobisomem é muito conhecida no folclore brasileiro, sendo que algumas pessoas, especialmente aquelas mais velhas e que moram nas regiões rurais, de fato creem na existência do monstro.


A figura do lobisomem é de um monstro que mistura formas humanas e de lobo. Segunda a lenda, quando uma mulher tem 7 filhas e, depois, um homem, esse último filho será um Lobisomem.


Quando nasce, a criança é pálida, magra e possui as orelhas um pouco compridas. As formas de lobisomem aparecem a partir dos 13 anos de idade. Na primeira noite de terça ou sexta-feira após seu 13º aniversário, o garoto sai à noite e no silêncio da noite se transforma pela primeira vez em lobisomem e uiva para a Lua, semelhante a um lobo.


Após a primeira transformação, em todas as noites de terça ou sexta-feira, o homem se transforma em lobisomem e passa a visitar 7 partes da região, 7 pátios de igreja, 7 vilas e 7 encruzilhadas. Por onde ele passa, açoita os cachorros e desliga todas as luzes que vê, além de uivar de forma aterrorizante.


Quando está quase amanhecendo, o lobisomem volta a ser homem. Segundo o folclore, para findar a situação de lobisomem é necessário que alguém bata bem forte em sua cabeça. Algumas versões da história dizem que os monstros têm preferência por bebês não batizados, fazendo com que as famílias batizem suas crianças o mais rápido possível.

sábado, 18 de fevereiro de 2012


A História da Bruxaria

Falar em origem da Bruxaria é o mesmo que retornar ao inicio da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para os mistérios da vida e da natureza.

Como afirmam a maioria dos antropólogos, o ser humano habita este planeta há mais de dois milhões de anos. Mais de 3 quartos deste tempo a nossa espécie passou nas culturas de coleta e caça aos pequenos animais. Nessas sociedades não havia necessidade de força física para sobreviver, e nelas as mulheres possuíam um lugar central.
As mais antigas obras de arte que representam figuras humanas são de mulheres,mães. Datando de 35.000 a 10.000 anos antes da era cristã, e descobertas pôr toda a Europa e na África, essas estatuetas de "Vênus",chamadas assim pêlos arqueólogos, mostram a plenitude de formas da maternidade e a maturidade da natureza feminina.

Desde os tempos neolíticos, a prática da Bruxaria sempre girou em torno de rituais simbólicos que estimulam a imaginação e alteram a consciência. A primeira demonstração de arte devocional foi as Madonas Negras, encontradas em cavernas do período Neolítico, então as deusas da fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Assim, rituais de caça, experiências visionárias e cerimônias de cura sempre tiveram lugar no fértil contexto dos símbolos e metáforas de cada cultura. Vale a pena ressaltar que nos vários sítios paleolíticos associados à imagem da Deusa foram encontrados entre eles, Laussel, Angles-sur, Cogul, La Magdaleine e Malta, só para citar alguns.

No período neolítico, Catal Hüyük é um dos primeiros e mais claramente sítios matriarcais (cerca de 6.500 - 5.700 a. C) escavados. Os vários santuários decorados com figuras da deusa-mãe e seu filho-amante não fornecem dados que apontem para o sacrifício humano ou animal, não há altares, fossas para sangue e depósitos secretos para os ossos. Nem tampouco os templos da Deusa em Marta e na Sardenha, as galerias escavadas e os círculos de pedras dos construtores megalíticos ou os sítios de Creta, apresentam qualquer evidência de que seres humanos foram em qualquer época, ritualmente assassinados. Onde o sacrifício humano é visto claramente - por exemplo, nos túmulos sagrados da cidade suméria de Ur, onde cortejos inteiros acompanhavam o rei para a morte - ele está associado à cultura já vinculada ao patriarcado.

As sacerdotisas druidas da Grã-Bretanha estavam divididas em três classes. A classe mais alta vivia em regime de celibato em conventos. Essas irmandades alimentavam as fogueiras sagradas da Deusa e foram assimiladas na era cristã como monjas. As outras duas classes podiam casar e viver nos templos ou com os maridos e famílias. Eram servas acolhidas nos ritos sagrados da Deusa. Com o advento do cristianismo, foram chamadas "Bruxas".
Oii gente!!


Então, eu andei pesquisando um pouco sobre a lenda das Sereias, e olha o que eu acabei descobrindo:

O meu nome é Maria
Sou filha de um mercador.
Eu deixei os meus pais e 3000 por ano sim senhor.
Tenho a flecha do cupido,a riqueza é ilusão.
E só pode consolar-me meu marujo alegre e bom.
Venham todas,belas damas, aqui deste lugar
Eu nunca vou tão longe cruzando o alto mar.
Tenho a flecha do cupido,a riqueza é ilusão.
E só pode consolar-me meu marujo alegre e bom.

gostaram?
Essa cantiga era usada entre os meados do final do séc. XIX por marinheiros. Vocês já devem ter ouvido essa musica no filme "Piratas do Caribe - Navegando em águas profundas". É verdade. Fiquei curiosa sobre a cantiga e pesquisei um pouco mais.
É isso...
Até breve!
                                                            Sereias 








Numa noite calma de primavera ou outono, o marinheiro deixa deslizar docemente seu barco perto das margens semeadas de rochedos e ouve ao longe, no marulho das ondas, o gorjeio de uma ave. Esse gorjeio, entrecortado por gritos estridentes e zombeteiros, ganha os ares e passa invisível com um estranho síbilo de asas, por cima da cabeça do marinheiro atento, dando-lhe a impressão de um concerto de vozes humanas. A sua imaginação lhe representa grupo de mulheres que se divertem e tentam desviá-lo de seu rumo. Ele acaba se aproximando mais para identificar a voz e sua embarcação se quebrará nos rochedos. Esta é sem duvida, a origem de todas as fábulas das Sereias. Mas devemos agradecer a estes poetas que criaram esta lenda tão maravilhosa. As sereias na época de homero eram 3 irmãs, filhas do deus Aqueló e da musa Calíope. Lígia toca flauta, Parténope lira e Leucósia lê textos e cantos. Seus nomes gregos evocam as idéias de candura, de brancura e de harmonia. Outros dão-lhes os nomes de Aglaofone, Telxieme e Pisinoe, denominações que exprimem a doçura da sua voz e o encanto de suas palavras. Conta-se que elas eram ex-companheiras de Perséfone, filha de Deméter, que foi raptada por Plutão(Hades), Senhor dos Infernos. Segundo a lenda, as sereias devem sua aparência a Deméter, que as castigou por terem sido negligentes ao cuidarem de sua filha. Ovídio, ao contrário, diz que as Sereias, desoladas com o rapto de Perséfone, pediram aos deuses que lhes dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a Terra. Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a costa de Itália. O oráculo predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os navegantes à sua passagem, mas desde que um só passasse sem para sempre ficar preso ao encanto de suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no seu país, na sua família, em si mesmos. Esqueciam de beber e de comer e morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca de ossos daqueles que assim haviam perecido. Entretanto, quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou sua lira e as encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao mar.Ulisses, obrigado a passar com seu navio adiante das Sereias, mas advertido por Circe, tapou suas orelhas e de todos os seus companheiros e se fez amarrar os pés e as mãos ao mastro principal. Além disso, proibiu que de lá o tirassem se, por acaso, ouvindo o canto das Sereias, ele exprimisse o desejo de sair. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as doces vozes e as promessas sedutoras das Sereias, deu ordem para que seus marinheiros o soltassem, o que felizmente eles não fizeram. Pausânias conta ainda uma fábula sobre as Sereias:"as filhas de Aqueló, diz ele encorajadas por Juno, pretendiam a glória de cantar melhor do que as Musas, e ousaram fazer-lhes um desafio, mas as Musas, tendo-as vencido, arrancaram-lhe as penas das asas e com elas fizeram coroas." Com efeito, existem antigos monumentos que representam as Musas com uma pena na cabeça. Apesar de temíveis ou perigosas, as Sereias não deixaram de participar das honras divinas e tinham um templo perto de Sorrento.